sexta-feira, 7 de junho de 2013

Amor de Verão

O Verão (que não tardará em chegar) é uma estação que propicia amores repentinos e escaldantes.
Muitos poderão ser duradouros mas a maior parte torna-se fugaz, tão fugaz quanto a duração da própria estação.
Toda a gente está sujeita a tropeçar num, mas os nossos jogadores têm especial apetência por paixões assolapadas.
São já poucos os que fazem juras de amor eterno.
As publicações desportivas afirmam com mais convicção, a cada dia que passa,  que o romance entre Ilori e o Liverpool está quase a efectivar-se.
Sabemos como os jovens se deixam facilmente ofuscar, e são tentados na procura de novas experiências.
É o típico sangue na guelra.
Foi assim com alguns que se deixaram enfeitiçar, e que rapidamente se aperceberam que tinham caído no canto da sereia.
Veremos como acabará mais este amor de Verão, mas o rapaz está decidido a romper com quem apostou num relacionamento sério, até pelo que temos sabido pela boca do presidente.
Foi pena que alguém, antecipadamente, não se tivesse precavido para estes encantamentos súbitos.
Apesar do Sporting lhe ter propiciado o seu crescimento sustentado, o seu coração parece palpitar por "camones".
Tal como o Sporting, o Liverpool é também um gigante adormecido...adormecido há 23 anos, em vitórias para o campeonato.
No entanto, não deixa de ser apetecível para um jovem na flor da idade.
Principalmente se acenarem com libras, bem mais apetecíveis que os decadentes euros.
Dar o salto para o Liverpool, nos tempos que correm, não será um passo em frente, mas um simples passo ao lado, em termos desportivos. 
É que os ingleses também ficaram em 7º lugar na época que acabou e, tal como o Sporting, fora das competições europeias, mas enquanto para nós é uma inédita classificação, para o Liverpool já quase passou a ser o seu posto, por decreto.
Nos últimos 4 anos o melhor que conseguiu foi um 6º lugar mas, na sua longa história, os ingleses já conheceram todos os lugares, do 1º ao último lugar.
Mas como sabemos, nestes amores de Verão, não conta só o lugar que está destinado à equipa, mas principalmente a competitividade do próprio campeonato.
E das libras, claro, que são bastante competitivas a nível mundial.

Claro está que, mesmo que a actual direcção não tenha grandes responsabilidades no previsível divórcio, as habituais vozes críticas não calarão a sua indignação perante a sua incapacidade negocial.
Essas mesmas vozes acharão normal que, alguém que há meia dúzia de meses fazia a sua primeira época como sénior na equipa B, exija agora o que provavelmente passará a ser uma excepção, ou seja, vencimentos destinados a jogadores de créditos firmados.
Ilori está longe de ser uma confirmação.
Mesmo que se lhe possa prever um futuro risonho, graças a excelentes indicadores, convém recordar que há eternas promessas que nunca passaram disso mesmo.

Nem a propósito, António Oliveira, a este respeito, diz hoje o seguinte.

 
Convém salientar a última frase, sábia e certeira.
No entanto, o mesmo jornal onde o ex-seleccionador escreve, diz hoje que :

"A intransigência do defesa, de 20 anos, em aceitar as condições propostas pelos responsáveis dos leões no processo de renovação foi apenas mais um empurrão para que o futebolista rumasse a Anfield."
 
Perante esta intransigência, do jogador ou do seu representante, gostava de saber como seria possível manter o jogador, sem recorrer à prostituição.
Caso se concretize a transferência, estarei atento para ver se a Ilori lhe será dado o mesmo papel que lhe estaria reservado na equipa principal do Sporting.
Mesmo que lhe reconheça um enorme potencial, duvido que as exigências da Premier League lhe permitam um papel de relevo nesta fase da sua carreira.

Se a repetida insistência nesta possibilidade não for mais um delírio dos media, é óbvio que espero que todo o processo conheça um final feliz para os interesses do Sporting...sejam ele quais forem.