segunda-feira, 3 de junho de 2013

Pesos e medidas

Ontem, na caixa de comentários, o amigo Rui C. questionava o facto da foto do nosso atleta Pedro Fraga, que venceu a medalha de prata no Europeu de Remo, ter sido convenientemente seleccionada pelo jornal A Bola para o Sporting ser mais uma vez ostracizado.
Diria mais, o nome Sporting nem por uma vez aparece na notícia, como se pode constatar clicando na seguinte ligação.


Curiosamente, ou talvez não, também o Record omitiu o clube a que pertence.


Também ontem, o nosso atleta Edi Maia bateu o recorde nacional do salto à vara, ao superar uma altura que já tinha teias de aranha.
Mais uma vez, A Bola foi bastante criteriosa na escolha para ilustrar a notícia, e o clube do atleta também é preciosamente esquecido.



Poderão contestar, dizendo que o atleta estava ao serviço da selecção, mas nem sempre o contrário acontece.
Basta observar o tratamento dado ao triatleta João Silva, que pertencia aos quadros do Sporting até Dezembro de 2012, e quando mudou para o rival.



O valoroso atleta ganhou, repentinamente, um clube, apesar das notícias reportarem-se à Taça do Mundo da modalidade, em ambas as ocasiões.
Mas se alguém achar que é ridículo estar a comparar João Silva com Edi Maia, então também me posso socorrer de Marco Fortes, que por sinal também já vestiu de verde e branco.


É possível constatar que, mesmo na selecção, as cores e nome Benfica aparecem compulsivamente, como impelidos por uma força sobrenatural.

À falta de equipamentos, os nadadores optam por toucas com o símbolo do clube.
Quem não se recorda da rábula da touca de Alexis Santos, que levou um tratamento barato de Photoshop na redacção do Record, de modo a apagar o símbolo do Sporting porque, alegaram, estava ao serviço da selecção?


É tão ridículo que chega a ser assustador.

Podia continuar a apresentar exemplos da cruzada que é feita contra o Sporting, mas é sobejamente conhecida a diferença nos pesos...e nas medidas utilizadas para noticiar, e não só por parte da imprensa escrita.
Continuo sem perceber o que aquela gente pensa lucrar com este tipo de tratamento.
Pensarão eles, provavelmente, que os alegados 6 milhões são suficientes para os alimentar.
Pois bem, nem eles são 6 milhões nem nós somos tão poucos que nos devam menosprezar.
Acredito que os cerca de 3 milhões de sportinguistas estarão cada dia mais de pestana aberta, e saberão castigar, em devido tempo, onde mais lhes dói.
No bolso.