segunda-feira, 3 de junho de 2013

Hora de mudanças

No passado Sábado estive no Núcleo, por ocasião da recepção à equipa júnior de futsal, e tive ocasião de trocar umas ideias com uma amiga benfiquista acerca do que é o amor à camisola.
Estávamos ambos de acordo no essencial, acerca daquela máxima que diz que (mais palavra menos palavra) "podemos mudar de partido, casa, carro, marido ou mulher, mas nunca de clube."
Ao que ripostei"...ninguém muda menos o Coentrão!!"
Foi aqui que houve alguma divergência, mas continuo a pensar que quem muda de clube com aquela facilidade, com a agravante de ofender a sua anterior paixão, é próprio de alguém sem carácter e personalidade.
Refiro-me a jogadores, como é óbvio, e não a crianças ou pré-adolescentes.
Compreendo que cada vez mais se fale em profissionalismo e menos em amor à camisola, como compreendo que, enquanto lá estão, os jogadores façam tudo por honrar os seus compromissos.
Tivemos e temos imensos exemplos de jogadores que não tiveram que vender a alma ao diabo, em qualquer dos 3 grandes.
Em Alvalade, só para citar alguns, João Pereira nunca precisou de dizer que era sportinguista desde pequeno, nem sequer precisou dizer que devia ser ceguinho para gostar do Benfica.
Gostava, continuou a gostar mas, provavelmente, ganhou algum respeito ao Sporting.
O mesmo se terá passado com Rui Jorge, que só via azul à frente.
Costinha ou Nuno Valente jogaram a Norte mas nem por isso precisaram de mudar de clube, e o Sporting continuou a ser o seu clube de eleição.
Rui Águas jogou no Porto, mas não me consta que tenha mudado a sua preferência clubística.
Também no Benfica jogaram atletas que se mantiveram fiéis a Sporting ou Porto, como o lateral Fernando Mendes, Caneira...ou Drulovic, entre muitos outros.
A excepção Coentrão poderia confirmar a regra, mas parece haver mais excepções.
Afinal, quando se fala de gente sem personalidade e carácter, não há mesmo excepções.
É que o último destes personagens a vender-se, claro está, só poderia ser Moutinho, que se assume como portista.

Diz o artista:

"Já fui do Benfica, o meu pai chegou a jogar lá e então eu e os meus irmãos torcíamos pelo clube. Depois cresci, comecei a poder fazer escolhas e percebi que o melhor era mudar.
Vou estar a apoiar o FC Porto, espero que continuem a ganhar, como é natural naquele emblema."

Pois é.  Sábias palavras!!
Só me parece carecer de algum rigor ao dizer, "Depois cresci...."
É que pelas palavras e atitudes não me parece que tenha crescido muito, pois estas mudanças repentinas são próprias de gente pequena.

O pior é se em França jogam com a relva muito alta. Passa despercebido!!