quinta-feira, 6 de junho de 2013

Filão

Continua o carrossel de nomes de jogadores com futuro incerto no Sporting, por forma a definir o plantel da próxima época.
Depois de uma pré-época passada em que os adeptos se dividiram quase em partes iguais, perante a telenovela Adrien Silva, eis que a sequela parece estar de regresso.
Na época passada a questão prendia-se com a sua renovação, num episódio com alguns contornos como os que este ano servem que nem uma luva a Ilori e Bruma, e um fantasma pareceu fazer esquecer o pouco que Adrien ainda provou, para convencer quase toda a gente que o melhor para todos era mesmo ficar.
Talvez o mesmo fantasma que obrigou Vieira,  há pouco, a renovar com Jesus. 

Quanto a Bruma e Ilori, parece que a procissão ainda vai no adro.
Também Miguel Lopes, que ainda nem deve conhecer todos os cantos à casa, também parece estar naquela linha que separa a entrada da saída.
Sem sequer pensar na questão dos orçamentos e da valia dos plantéis, ao observar o processo (público) de formação do plantel, comparado com a estabilidade dos rivais, confesso que corrói um pouco o estômago.
No entanto, esta situação herdada por esta direcção, em que terá de preparar uma omelete para 10 pessoas com 2 ovos e alguma argúcia, também deverá estar a ser, de algum modo, extrapolada pela comunicação social.
É que não me parece razoável que do plantel que agora terminou a época, já tenham saído para o bailarico dos transferíveis a maioria dos nomes disponíveis.
Dos GR fala-se na saída de Patrício (e, pela minha vontade, de Ventura).
Na defesa, Joãzinho terá guia de marcha, mas em várias ocasiões e por diversos motivos falou-se nas saídas de Boulahrouz, Ilori, Miguel Lopes, Rojo, Cédric ou mesmo Dier. Ou seja, nem sobra um.
No meio campo Schaars também já esteve na calha, assim como agora se fala em Labyad e Adrien.
Lá na frente, consumada a saída de Ricky, também tem sido aventada a possibilidade da saída de Jeffrén, Bruma, Capel, Viola e, por estes dias, o próprio Carrillo.
Ou seja, sobrariam mesmo 2 ovos para a omelete!!
Dá ideia que, por cada jogador que entra do Benfica ou Porto, saem 3 do Sporting.
Um pouco de bom-senso também não faria mal nenhum.
 
É com mais agrado que li acerca da (alegada) vontade da direcção em  precaver o futuro de Carlos Mané, talvez para não ficarem com mais uma batata quente na mão, como parece estar a acontecer com os supracitados Bruma e Ilori.
Confesso que me agrada o futebol do ainda júnior leonino, e que poderá estar ali mais um diamante em bruto.
O problema é que nem sempre é possível polir estas pedras preciosas.
Hoje, o Record, fala mesmo em filão guineense.

 
 
É sobejamente conhecida e reconhecida a mina, da qual já emergiam verdadeiros fenómenos a nível mundial, mas por vezes quer-me parecer que alguns vêem-na sim como uma galinha dos ovos de ouro, e tentam abrir-lhe a barriga...com as consequências óbvias desse acto.
Basta pensar neste alegado filão e constatar que, dos nomes apontados, nenhum é (ainda) referência para ninguém nem sequer o Sporting lucrou sobremaneira com o minério.
Se exceptuarmos a promoção acelerada de Bruma, nenhum deles pode ser ainda considerado um valor seguro, e a maioria nem sequer será recordada por ter jogado na equipa principal do Sporting, subvertendo de algum modo a lógica da formação. Além disso, a quase totalidade nem irá render o suficiente para justificar tão grande investimento na sua formação.
As saídas têm sido cíclicas e pouco rigorosas.

Consta até que Agostinho Cá estará na lista de dispensas do Barcelona B.
Se assim for, foi um ano perdido para o jogador, mas pode ser um ano ganho para quem tem olho para o negócio.
Até sou capaz de adivinhar quem poderá estar atento a jogadores (de qualidade) que tenham saído do Sporting e que, acenando com jeitinho, pode voltar a tocar no orgulho dos adeptos leoninos.