segunda-feira, 29 de julho de 2013

Ilusão de óptica

Não tenho por hábito ver jogos dos rivais, excepto quando jogam com o Sporting. 
Pontualmente, vejo alguns das competições europeias, onde deixo de lado o hipócrita nacionalismo.
Ontem, tive curiosidade em ver um pouco do jogo de apresentação do Porto, para saber se os indícios da pré-época se confirmavam.
Ao invés de ver uma equipa que tem sido alvo dos melhores elogios, vi um árbitro já em óptima forma, tendo em conta o começo do campeonato.

Hugo Pacheco, da Associação de Futebol (Clube) do Porto, deve ter querido honrar o convite para abrilhantar a festa de apresentação portista.

O que é que isto tem a ver com o Sporting?
Tudo!!
Se o Sporting jogasse sozinho, ou se não tivesse que dar de caras com alguns destes espécimes, as incidências dos jogos dos rivais seriam irrelevantes.

Tenho reparado que alguns dos nossos adeptos demonstram estar muito atentos ao que diz o nosso Presidente, a maioria das vezes com um olhar demasiado crítico, tal como com esta ou aquela contratação, este ou aquele modelo de jogo...entre outras atentas intervenções, mas seria conveniente que aumentassem  o tom do discurso quando chocassem de frente com a pouca-vergonha que continua a conspurcar o nosso futebol.
O Sporting já deu alguns indícios do que pode vir a  ser a próxima época.
No entanto, ao ver estas arbitragens de pré-época, convém não ficar eufórico ou entusiasmado com os resultados e/ou exibições, porque podem colocar-nos em sentido logo que a bola começar a rolar a sério.
Apesar de ser um crónico beneficiado, o Benfica já teve jogadores expulsos no decorrer da pré-época. Sílvio, por exemplo, que se auto-expulsou no jogo contra o Sporting, corria o risco de falhar a primeira jornada do campeonato, caso não houvessem uns cordelinhos por mexer.
Se acontecer uma expulsão de um jogador do Sporting, o critério pode mudar. 
Por isso, convém ter árbitros compreensivos nestes jogos a feijões,  mesmo que por vezes não seja possível evitar o inevitável. Apesar do árbitro desse Benfica-Sporting ser benfiquista, não teve outro remédio senão cumprir as regras.

Já a imagem do golo portista, bem como das agressões de Kelvin a Nolito, do Celta de Vigo, dão a perceber que no Porto nada acontece por acaso.
Alguém publicou a foto que encerra esta crónica, que corresponde ao golo da vitória portista, onde se pode ver a linha imaginária de fora-de-jogo sob o olhar de um adepto portista, ou de um fiscal-de-linha adepto do sistema.
Ou isso, ou aconteceu uma imprevista ilusão de óptica.
Isto tem tudo a ver com o Sporting, porque é esta gente que vamos ter que gramar um ano mais.
É este gente que querem profissionalizar, para tornar árbitros "incompetentes" em profissionais "incompetentes".
Para a história, para o orgulho dos seus adeptos, para a estatística e, ainda, para aumentar o grau de motivação dos jogadores, o que conta é o resultado.

Porque aquela gente não dorme em serviço, nem sequer na inauguração do Dragão, em 2003, deixaram que os acontecimentos decorressem ao sabor da imprevisto.
Martins dos Santos apadrinhou esse jogo, que marcou a estreia de Messi. O Barcelona ameaçou abandonar o jogo, perante a exibição do árbitro portuense, mas acabou vergado a uma derrota, por 2-0.
O Benfica inaugurou o seu estádio e teve direito a ser arbitrado pelo benfiquista Pedro Proença, na vitória por 2-1 perante os uruguaios do Nacional de Montevideu, que viram um jogador seu ser expulso em dia de festa.
O Sporting recebeu e bateu o Manchester United por 3-1, após uma grande exibição. No Sporting é assim. Não tem direito a  ofertas ou arranjinhos. Ganhou porque foi melhor mas, pelo sim pelo não, o árbitro "nomeado" foi Duarte Gomes.

Não devia haver  ninguém que engraçasse mais com o nosso clube.

Vendo de um modo lúcido, quem poderia arbitrar um jogo do Sporting, com as garantias que a coisa corresse bem?
Se alguém arranjar um nome, faça o favor de me avivar a memória.