domingo, 28 de julho de 2013

...nem sai de cima.

É verdade que ainda ecoam alguns dos bons momentos que se puderam apreciar na apresentação contra a Real Sociedad, mas a actualidade leonina continua a ser marcada, em certa medida, por algumas indefinições no plantel.
Não há dúvidas que a vitória, bem como algumas boas indicações, foram o mais relevante do dia, mas o facto de só terem sido apresentados 19 jogadores não deixou de causar alguma surpresa.
Caso ainda se verifique alguma saída, como pode ser o caso de Patrício, torna-se ainda mais evidente que a composição do plantel está longe de estar definida.
Claro está que sabemos da interligação que irá existir com a equipa B, factor que reduz o impacto de um plantel tão curto, mas pode ter ficado patente que há jogadores por chegar, bem como renovações por resolver.
Ontem também se fazia sentir, nesta ou naquela publicação, que o Sporting precisa ainda de preencher/reforçar a posição de extremo.
É certo que temos muitos jogadores que podem fazer aquela posição que, recorde-se, foi completamente delapidada por Paulo Bento, que utilizava um esquema táctico onde jogadores com essas características dificilmente tinham lugar.
No actual plantel, Capel parece ser quem mais garantias oferece para ocupar essa posição, tanto na ala direita como na esquerda.
Isto, claro está, se o espanhol permanecer em Alvalade.
Já Carrillo terá que lavar a cabeça com sabão azul-e-branco, que tem características anti-sépticas,  para remover muitos dos maus hábitos que parecem tardar em ser estirpados.
Resolvidos esses problemas, pode ser um caso sério no ataque leonino.
Temos outros que, mal ou bem, podem movimentar-se naquelas zonas mas, aparentemente, não parece que os responsáveis tenham ainda as ideias bem definidas.
Jeffren, que promete e volta a prometer, desde há dois anos, não sabemos se irá ter mais alguma oportunidade, se irá passear a sua classe pela II Liga, se será cedido, vendido, ou dado.
Viola, que pontualmente também pode fazer da linha o seu habitat, chora baba e ranho para voltar para a Argentina. Quer-me parecer que, perante tanta insistência, a direcção acabará por (a)ceder ao ímpeto do Racing Avellaneda, em perfeito dueto com as pretensões do jogador.
Salomão, que foi resgatado ao Deportivo, depois de uma época com pouco sal de clube e jogador, também parece ter sido colocado na rampa de lançamento. No entanto, essa rampa está orientada para fora do estádio, para desespero de alguns dos seus fãs.
Já Labyad, que pontualmente ocupou essa posição, não tem características de extremo...nem sequer gosta de aí jogar.
Aliás, os seus detratores não gostam de o ver em lado nenhum, mas muito menos com um raio de acção tão limitado.
Esgaio, mesmo que nos últimos anos tenha jogado em posições mais adiantadas do terreno, também não tem características (técnica) que lhe permita efectuar determinadas acções.
Wilson Eduardo é outro jogador que, podendo actuar encostado à linha, não é essa a sua praia...mesmo que também não a seja jogar a ponta-de-lança, como muitos defendem.
Wilson (no meu modesto entender) é jogador que destaca mais em jogo de transição, e realça quando se movimenta atrás do ponta-de-lança.

Parece por isso evidente que o Sporting estará mesmo a procurar um jogador com características de extremo puro.
Não será em vão que os nomes de Bruno Gama ou Hélder Barbosa têm sido apontados ao Sporting, para colmatar o falhanço na contratação de Pizzi.
Eu sei que o presidente do Sporting diz que só perguntaram pelo jogador mas, as mensagens de Pizzi nas redes sociais tornaram evidente que o interesse era mútuo, e intenso.

Ao ler hoje que o Benfica apresta-se para emprestar Pizzi, três dias depois de o contratar, não deixa de me causar alguma urticária.
Acredito que o Sporting não terá cedido às exigências do clube detentor do seu passe, único motivo que encontro para o insucesso na contratação, enquanto o Benfica tem actualmente outros argumentos negociais.
No entanto, este tipo de intromissão do rival num negócio (num cenário meramente especulativo) faz-me lembrar tempos passados, onde os clubes grandes contratavam um jogador com a única intenção do rival não o ter.
Se se confirmar o empréstimo de Pizzi, isso não vai resolver o nosso problema na ala mas, confesso, acaba por deixar-me satisfeito.
No entanto, pode também confirmar um velho ditado.
O Benfica não f***, nem sai de cima.