sábado, 5 de maio de 2012

Azul e vermelho. O futebol a duas cores!!


Tal como tinha previsto, e não era necessário ser visionário para o adivinhar, a festa do Dragão foi colorida e a contento de (quase) todos.
Nós, como é normal, fomos os bobos da festa, promovida pelos do costume.
Deixei de ver o jogo aos 80 minutos, mas devia tê-lo feito assim que me apercebi que a vergonha continua instalada no nosso futebol.
Logo à partida, devo felicitar todos os sportinguistas que se regozijaram com a vitória do Porto no campeonato. Aqui está, se dúvidas houvesse, a resposta.
Eu, que só me responsabilizo por estas linhas, continuarei a dizer que esse clube, e tudo o que ele representa, é a antítese do que deve ser o desporto.
Nem vou comentar o patético jogo que o encomendado campeão nacional (desde há 30 anos, salvo quando se distraem) fez hoje contra o Sporting. 
Foi, aliás, a confirmação que este deverá ser um dos mais tristes e enfadonhos campeões, e que muito mal estará representado o país no próximo ano, na Champions.
Só houve uma equipa em campo, enquanto Proença foi dilacerando a nossa equipa, com estocadas certeiras e mortíferas, até à machadada final.
A ingenuidade de Onyewu foi, tão só, o antecipar do que se estava a cozinhar.
Que me recorde, o americano fez uma falta merecedora de amarelo, mas na primeira parte foi admoestado com um injusto amarelo por uma das muitas faltas forjadas pelo anão que exportámos para norte.
Enquanto os jogadores azuis e brancos eram reincidentes em faltas merecedoras de amarelo, os nossos é que foram brindados por um sujeito que, com aquele sorriso habitual, foi desequilibrando um jogo até aí em nítidos tons de verde, deixando-nos com um sorriso amarelo, até ficarmos vermelhos de raiva.
Acabámos o jogo com 8 jogadores, dadas as expulsões da dupla de centrais e a lesão de Pereirinha, e só com uma equipa completamente destroçada é que a equipa adversária conseguiu marcar os seus golos. Até aí, só tinha destoado o primeiro remate às mãos de Patrício, aos 60 minutos de jogo.
Começámos o campeonato com um roubo de igreja, como deverão recordar-se, e vamos acabar com um roubo dos clérigos, para alegria no Sameiro.
Para terminar, gostaria de ver, uma vez que fosse, Sá Pinto descer do seu novo look de menino bem comportado e chamar os bois pelos nomes, ou passará a imagem de que, afinal, está tudo bem.
Dizer que enquanto jogámos em igualdade fomos melhores, ou não fomos piores, esconde a verdade. 
Dizer que houve pormenores que pesaram no desenrolar do jogo, e que esses pormenores foi termos jogado em inferioridade, é passar um atestado de ignorância a quem sofre com a injustiça.
Todas as críticas que foi fazendo no decorrer do jogo deviam ter sido clarificadas na flash interview (com educação e inteligência)  pois só assim defenderá os interesses do Sporting.
Para o ano há mais, é verdade, mas com cada vez menos vontade de ver esta podridão que se instalou no país.