sábado, 19 de maio de 2012

Este país não é para velhos


Primeiro foi o Nacional a querer que o Sporting descesse de divisão, na sequência do caso Kardinal, Kristóvão, ou o que lhe quiserem chamar.
Agora é o Porto a querer que o Marítimo desça de divisão, na sequência do caso Kléber, em virtude da equipa madeirense ter recorrido aos tribunais comuns. 
O Marítimo não me causa antipatia ou simpatia, excepto quando joga com Benfica e Porto. No entanto, é curioso ver Porto e Nacional, cujos presidentes, em qualquer outro país teriam respondido perante a justiça com consequências previsíveis e justas (se exceptuarmos alguns países africanos e uma ou outra pseudo democracia de leste), armar-se em paladinos da verdade.
Já as constantes ofensivas de Alberto João Jardim à  República indiciam que o fogo cruzado entre o continente e a Madeira é uma inevitabilidade, e estas mais recentes cruzadas futebolísticas podem criar um clima de guerra civil.
Já num outro conflito, a Argentina reclamava outras ilhas como suas, as Malvinas, enquanto a Inglaterra prefere chamar-lhe Falklands e ficou com a  soberania sobre o território depois da famosa guerra de 1982.
Será que os ingleses não querem também invadir este nosso arquipélago, espetar a Union Jack em Chamber Wolves (ou Câmara de Lobos) e passarem a aturar Jardins, Alves e Pereiras? 
Se por exemplo o Alves começar a pedir a descida de divisão do United, como ninguém o percebe, o processo é logo arquivado por erros processuais.
É só vantagens!!
O pior desta suposta guerra e da partilha de territórios é que ficaríamos com a pior parte, o Porto, a não ser que a Galiza voltasse a reclamá-lo.
Este país não é para velhos, é para velhacos!!