segunda-feira, 25 de junho de 2012

O trambolho

A fazer fé numa publicação desportiva, o Saint-Etienne recusou Pongolle de borla.
 
Com mais um ano de contrato com o Sporting, o avançado francês Sinama-Pongolle foi oferecido de borla ao Saint-Etienne, emblema que representou na última temporada a título de empréstimo, mas a proposta leonina foi recusada por, de acordo com o jornal "Le 10 Sport", o jogador ser "indesejado no balneário".

A publicação refere que se tratou de "um gesto de generosidade (ou desespero?)" do Sporting, que se pretende ver livre dos altos encargos com o atleta que, em 2009, custou cerca de 6,5 milhões de euros. Pongolle só marcou quatro golos pelos franceses e os seus vencimentos também são um encargo indesejado pelo clube, sobretudo tendo em conta o rendimento apresentado.

A mim quer-me parecer que ainda não estarão esgotadas todas as possibilidades para se livrarem deste trambolho.
Dado que se gastou o que nem sequer havia para adquirir o passe do trambolho, e estão há 3 anos a pagar um ordenado principesco ao trambolho, resta começar a oferecer umas latas de salsichas e uns salgadinhos aos coitados que aturam o esqueleto deste homem.
Não sendo isso suficiente, poderiam tentar incluir alguns jogadores e, deste modo, livravam-se de outros pesos mortos. Esta estratégia já foi bem sucedida na altura em que contrataram Jardel, e onde o Galatasaray teve que levar, de castigo, com Mpenza, Horvath e Spehar. Agora seria diferente, pois ficavam com o trambolho e mais uns para compor o ramalhete, sem esquecer as salsichas e os salgadinhos.

 
Pior será se o Saint-Etienne não aceitar nenhuma destas dádivas. 
Pior será se nenhum clube abrir o seu coração e aceitar acolher Pongolle no final do seu exílio.
Nesse caso, se fosse eu a mandar, e perante a hipotética impossibilidade de arranjar colocação para o avançado francês, obrigava José Eduardo Bettencourt a dar-lhe guarida em sua casa, neste último ano de contrato.
Mais, teriam que dormir na mesma cama e partilhar a escova de dentes.
Este castigo seria pequeno, perante o grande problema que arranjou para o coitado do jogador, que não tem culpa nenhuma. Culpas repartidas têm o pai e a mãe, por motivos óbvios.