quarta-feira, 27 de junho de 2012

Xeque-mate


Numa época em que tanto se fala de investidores e da procura incessante, por parte dos dirigentes leoninos, de parceiros que possam injectar no clube alguma dose de esperança, em forma de euros, não posso deixar de realçar os métodos que outros fazem para se financiar.
O Getafe, tal como tantos outros clubes do lado de cá e de lá da fronteira, precisava de cheques que lhe aliviassem a pressão a que o clube está sujeito, e uns xeques do Dubai aprestaram-se a apresentar alternativas.
Depois de uma viagem ao emirado junto com outros empresários, o presidente ficou convencido que o investimento iria ser uma realidade, a troco de um aval para uma conta controlada pelos árabes.
Estes, afinal, tinham sangue latino e a polícia deteve uns quantos espanhóis, um dominicano, bem como apanhou em flagrante um empregado de mesa brasileiro (!!!) disfarçado de árabe.
Claro que o brasileiro irá alegar que leva os festejos carnavalescos muito a sério, ou não fosse ele da terra onde o Carnaval é rei.
Eu sei que as investidas de Godinho Lopes para arranjar um parceiro com potencial têm sido infrutíferas mas espero que, com este exemplo, o presidente leonino olhe com redobrados cuidados para os representantes com que pretende reunir.

Angolanos, indianos ou chineses  têm sido alguns dos potenciais investidores que foram associados ao Sporting, mas não seria demais começar a puxar bigodes ou verificar a cor base dos interessados, em caso de dúvidas.

Ora aqui está uma situação em que nos fazia falta um espião, como já tivemos nos nossos quadros, que vasculhasse a vida toda dos alegados investidores.