quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Dia da juventude

Hoje foi dia da juventude.
Jogaram os jovens da B, e voltaram a perder fora de casa.
Também o Sporting perdeu dois jovens, desta vez em casa.

Relativamente à equipa B, mais um jogo insoso, mesmo que a equipa tenha jogado "reforçada" com os ainda inadaptados ou sem tempo de jogo da equipa principal.
Jogaram Boeck, Welder, Piris, Magrão e Cissé mas Leonardo Jardim, que estava na bancada, não terá gostado do que pôde ver.
Eu também não.
Também poucos terão gostado de José Laranjeira, o árbitro que tentou dar um pouco de animação ao jogo.
Deve ter achado que o Sporting pouco estava a fazer para ganhar o jogo e, deste modo, decidiu assinalar uma grande penalidade patética, e na sequência do lance expulsar Esgaio.
Também foi bastante democrático na distribuição de amarelos...aos jogadores do Sporting.
Não deixa de ser positivo que estas coisas aconteçam no segundo escalão. Assim ficamos nós e a estrutura do Sporting a conhecer estes espécimes, para memória futura. Para memória futura fica também a derrota por 2-0, diante do Portimonense.

No entanto, a notícia do dia foram as deserções de Idreto Cassambú e Morisa Samá...ou lá como se chamam.
Ah...dizem-me agora que é  Idrisa Sambú e Moreto Cassamá.
Pois bem, devo confessar que, nesta altura do "campeonato", já não esperava este desfecho.
Esperava, sim, se no pacote que um determinado clube queria brindar Bruno de Carvalho também estivesse Bruma.
Depois de resolvido, a bem das partes, o imbróglio que terá sido patrocinado por alguma alma caridosa, já achava improvável que esta facada nas costas ainda pudesse acontecer.
No entanto, a dificuldade em comentar a saída dos jogadores prende-se com o desconhecimento que a maioria temos deste caso.
Com os dados que temos é fácil disparar em qualquer direcção e dizer que a culpa é de Baldiano e Bebié (raios, a eterna dificuldade com os nomes), de Bruno de Carvalho (sim, há quem o acuse) dos jogadores em causa, das suas famílias, do clube parasita ou...quem sabe, do governo da Guiné.
Ah...dizem-me agora que é Baldé e o amigo.
Em relação ao empresário/tutor, é natural que alguma desconfiança recaia sobre ele, mesmo que tenha vindo dizer que a decisão foi dos pais e, caso quisesse continuar a representar os jogadores, teria que acatar e dizer ámen.
Os pais e os jogadores estão, quanto a mim, no mesmo saco.
No saco da ingratidão, tal como apontei em devido tempo a Broli e Iluma.
Ah...dizem-me agora que é Bruma e o colega.
Já Bruno de Carvalho, como qualquer presidente, calculo que tenha estado refém da vontade dos pais de dois menores, aliciados por alguns "aerios" e empregos para toda a família na Junta de Freguesia da zona do estádio.
Por fim, o clube que seguia atentamente dois jovens de valor, desde que BdC disse que "O Sporting não é dado a frutas. Não somos bananas...", na sequência da sodomização no caso da venda de Moutinho ao Mónaco.
Ou seja, o clube parasita não só ludibriou o Sporting com um jogador cirurgicamente aliciado, como ainda vem (alegadamente) vingar-se por o Sporting não ter achado muita graça.
No fundo percebe-se que, habituados a vir a Alvalade recrutar pelo preço e condições que impunham, não terem compreendido a rebelião verbal do novo dono da cadeira presidencial.
Claro está que pouco ou nada há a fazer para precaver estas situações, pois combate-se numa arena onde as armas estão todas do outro lado.
Por isso, resta desejar a Cassambú e Samá o mesmo que desejo a todos os que se travestem de azul...ou encarnado.
De vez em quando, as minhas preces têm sido atendidas, por isso, ponham-se a pau.