sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Pesadelo

Todos sabemos que as vitórias são um verdadeiro catalisador na orgânica de um clube e no ânimo dos adeptos.
Também são, em certa medida, um anestesiante para as críticas e para os críticos, de qualquer clube ou facção.
A pausa para as selecções, de acordo com a teoria de Leonardo Jardim (tal como eu também preconizei) não veio em boa altura, e pode ter arrefecido as boas sensações de uma equipa que se apresentava com espírito vencedor, ao mesmo tempo que pode aquecer os diversos clubes que começaram o campeonato aos ziguezagues.
No entanto, a pausa também propiciou que as atenções se desviassem do essencial, para voltar a colocar o nome do clube na ordem do dia, ao repescar os problemas que fizeram do Sporting um mau exemplo de gestão financeira e desportiva.Vários têm sido os protagonistas destas assombrações, mas quero acreditar que a 4ª jornada do campeonato possa afugentá-los, mesmo que momentaneamente, e que o seu lugar seja ocupado por quem tem recuperado a alma do Sporting.
Numa semana pautada por comunicados, entrevistas, números e acusações, foram muitos os que reapareceram dos seus exílios.
Hoje foi dia de Luís Duque ocupar a totalidade da capa do jornal A Bola mas, num mero exercício lógico, consigo compreender o quão difícil seria reservar-lhe uma área mais pequena.
Não li a entrevista, nem tenho curiosidade em fazê-lo.Foram demasiados anos a ler e ouvir argumentos, promessas e justificações das altas esferas do poder leonino, para querer voltar a ouvi-los.
No entanto, ao ver a capa do referido jornal desportivo, onde sobressai uma caixa com algumas das frases mais marcantes, uma houve que me chamou a atenção:


“Um dia acordei e o Elias estava lá.”




Sinceramente, se muitos foram os cenários assustadores com que me deparei, decorrentes da triste actualidade leonina, este seria o derradeiro pesadelo.