sábado, 21 de setembro de 2013

X Factor

Ainda não foi desta que o Sporting ganhou ao Rio Ave.
Se a estatística dos jogos entre as duas equipas, até à época passada, era esmagadora, os vilacondenses parecem ter aprendido a contrariar o nosso favoritismo.
Se é verdade que os primeiros minutos deixaram antever mais uma noite vitoriosa, do mesmo modo ficou evidente, passados outros tantos minutos, que o Sporting iria passar por muitas dificuldades.
É que, após uma entrada proactiva e algumas movimentações interessantes, cedo começámos a perder todos os duelos no meio campo.
Comecei a ver nuvens negras a pairar, porque quando uma equipa começa a ganhar todos os ressaltos, todas as bolas divididas, e parece demonstrar muito mais vontade em garantir a posse de bola, o campo começa a inclinar-se.
Nesse aspecto, não concordo com Leonardo Jardim, quando diz que a 1ª parte foi do Sporting e a 2ª do Rio Ave.
Penso que o golo leonino, aos 25' de jogo, já surgiu numa fase de ascendente vilacondense.
Aliás, a estatística da 1ª parte, onde o Sporting rematou apenas 2 vezes à baliza adversária (e 1 golo) contra os 8 remates adversários já davam a entender que algo não ía bem.
A 2ª parte só acentuou a tendência.
Sem chegar a ser sufocante, a verdade é que foram alguns os momentos de calafrios, que faziam antever que a noite não teria um final feliz.
Se é verdade que houve erros individuais gritantes, a grande falha foi a nível colectivo, e o empate não deve ter apanhado ninguém desprevenido.
Os últimos 15 minutos mostraram que, afinal, a equipa leonina sabia cerrar os dentes, mas já foi tarde demais. 
O mal já estava feito, e já não houve discernimento para alterar o rumo dos acontecimentos.
Mas, se o Sporting se deve queixar da sua atitude e prestação, não menos importante foi o factor X.
O factor Xistra, tal como previra, foi determinante.
Uma vez mais, numa das primeiras 7 jornadas, aparece o factor X a fazer-nos perder pontos que, eventualmente, podem deixar-nos bem longe na classificação.
Se é verdade que não jogámos um chavelho, não menos verdade é que por vezes Porto e Benfica ganham jogos sem fazer nada por o merecer.
Não jogar o suficiente para vencer não signigfica que alguém tenho o dom de alterar o rumo dos acontecimentos.
O que aconteceu foi que, com o Sporting a vencer por 1-0...Xistra inventa uma falta que propicía o empate.
Depois, fecha literalmente os olhos, e não assinala uma grande penalidade do tamanho de Alvalade, que poderia permitir o 2-1.
Se o Rio Ave fez por conquistar pontos em Alvalade, com uma atitude aguerrida e inteligente, muito mais fez o factor X.
A última estatística que vi, quando já roía as unhas em sinal de desespero, os vilacondenses tinham 6 faltas cometidas.
Para lá dos erros arbitrais, que tiveram consequência directa no resultado final, pergunto-me como é possível uma equipa guerreira coleccionar apenas 6 faltas, em 90 minutos.

Para a semana vamos a Braga e, a jogar deste modo, arriscamo-nos a ver abrir-se um fosso inultrapassável.
Se poisar outro pássaro no nosso caminho, então a tarefa será impossível, e alguém lá a Norte rebolará de felicidade porque, uma a uma, as batalhas estão a ser vencidas.