terça-feira, 3 de setembro de 2013

Verruga hipnótica

Uma das frentes de batalha mais difíceis que Bruno de Carvalho e o Sporting terão de travar é com a arbitragem.
Apesar do poder instituído estar pintado a duas cores, a verdade é que ciclicamente tendem a apontar ao Sporting algum erro arbitral que nos beneficia, por forma a branquear a sujidade que mancha o futebol português.
Se é verdade que todos os árbitros erram, por força da condição humana, não menos verdade é que alguns erram por outra(s) força(s).
No dérbi do passado Sábado, como seria normal, houve erros para os dois lados, mas querem colocar-nos já o fardo com que teremos que suportar todos os erros (roubos) a que estaremos sujeitos.
Querem que o fora-de-jogo que antecedeu o golo leonino vá servir de contrapeso a todas as situações que vierem a ocorrer até ao final do campeonato.
Um fora-de-jogo que, como já aqui referi, seria impossível descortinar, a menos que também o árbitro auxiliar dispusesse do botão "Pause" nos seus olhos.
Apesar do Sporting ser prejudicado quase todas as semanas, ainda temos que ouvir acerca de um golo não validado...no ano de dois mil e qualquer coisa, onde a bola esteve dentro da baliza leonina e o fiscal-de-linha esfregou os olhos, como o diabo o faz amiúde.
Também o penalti sobre o Jardel, na Luz, que ditou um empate tardio a dois golos, faz parte da cartilha dos adversários, quando nos querem apontar o dedo.
Os rivais do Sporting têm  que executar arriscada ginástica mental para nos apontarem mais jogos em que fomos beneficiados, e que servem para justificar o injustificável.
Já os erros que os beneficiam quase todas as semanas, acabam por cair no esquecimento, tal a quantidade de informação que nós teríamos que arquivar, e que os órgãos de informação teimam em esquecer.

É possível que o jogo Sporting - Benfica venha a constar da quase vazia agenda encarnada dos jogos em que se consideram prejudicados, pois os seus responsáveis e adeptos precisam de equilibrar uma balança completamente desregulada.
A meu ver, este dérbi é dos que serve para demonstrar o quão expostos estamos à dualidade de critérios.
As leis de jogo deveriam ser aplicadas com critério, mas é por demais evidente que existem demasiados pesos e medidas.
Parece-me, pelo que li em variadas redes sociais, que o painel de um determinado canal considerou justo o amarelo ao verruga Maxi, por entrada violenta sobre Jefferson.
O facto é que já ninguém estranha as posições que muitos dos paineleiros assumem.
Alguns deles, enquanto árbitros, fizeram parte da turba que sempre desrespeitou o Sporting.
Não seria agora, de microfone na boca, que iriam alterar o seu critério.
Acabam por ser paineleiros coerentes.

Voltando ao lance que, no meu entender, condicionou o jogo, gostaria de o comparar com outro, protagonizado por um jogador do Sporting, há poucos meses atrás.
O lance do verruga Maxi acontece numa saída de bola para o ataque, tal como no lance que poderão ver no vídeo do final da publicação, protagonizado pelo sportinguista Dier.
O verruga Maxi tem cara de menino, um currículo quase imaculado, e as suas faltas são sempre pensando no bem estar dos atletas rivais.
Já Dier, com cara de foragido, atenta quase sempre contra a integridade física de quem se cruza no seu caminho.
A falta do verruga foi feita a meio do meio campo atacante, perto do final da primeira parte.
Em igual local e tempo de jogo foi feita a falta do criminoso Dier.
Dier joga a bola mas, com toda a certeza, tinha a intenção de virar o adversário do avesso.
O verruga não joga a bola mas, infelizmente, Jefferson não foi capaz de se desviar dos seus atacadores.
Hugo Miguel esboça um sorriso para o verruga, como que a pedir desculpa, e mostra-lhe o amarelo.
Rui Costa avança decidido para Dier, o bandido inglês, e espeta-lhe com um vermelho na cara.
O jogo Sporting-Benfica estava 1-0 e a equipa encarnada, ainda com 11 jogadores, conseguiu empatar na segunda parte.
O jogo Rio Ave-Sporting estava 0-0 e os vilacondenses, contra 10, acabaram por vencer por 3-0.
Volto a repetir.
Preferia que o golo (pseudo) irregular do Sporting tivesse sido anulado, e jogar contra 10 toda a segunda parte.
Além disso, uma expulsão tem consequências no jogo seguinte.
Deste modo, Sporting e Benfica não só tiveram tratamento diferente nos jogos em análise, como também teve influência nos jogos que se seguiram.

Em jeito de conclusão, dado que Maxi continua a explanar todo o seu repertório de passos de ballet, aconselharia os nossos jogadores a jogarem com uma verruga na cara. Pode ser que resida aí o segredo.
Aquela verruga, ou tem características hipnóticas ou de algum modo intimida.
Sim, porque os árbitros não têm culpa nenhuma no cartório.


video