domingo, 15 de setembro de 2013

O resultado mais perigoso que existe

 Olhanense 0 Sporting 2



Mais um jogo, mais uma vitória.

Antes de entrar em qualquer tipo de análise, diria que o grande objectivo foi conseguido.
Ganhar seria, se não o único, o  primordial foco da equipa.
Ouvi com atenção os comentários durante o decorrer da partida e, com alguma surpresa, ouvi gente ligada ao futebol algo crítica com a atitude da equipa na fase final da segunda parte pois, no seu entender, o Sporting devia presentar os seus adeptos com outro tipo de estratégia, por forma a conseguir um resultado mais avolumado.
O Sporting venceu fora de casa, ao invés de Porto e Benfica, mas pela mesma diferença de golos dos seus rivais.
Não sei se também consideraram os principais candidatos ao título demasiado conservadores, mas ouvi pelo menos um comentador considerar que o Porto se resguardou para as competições europeias.
Pois bem, sem querer entrar dentro da cabeça dos jogadores ou equipa técnica, quer-me parecer que o Sporting, simplesmente, controlou o jogo...sem entrar em riscos desnecessários, pois um golo adversário (que até esteve para acontecer) poderia trazer alguma insegurança para a recta final do jogo.

Feito este reparo, diria que a vitória do Sporting foi justíssima, mesmo que alicerçada num primeiro golo irregular.
Como diriam os nossos adversários, em circunstâncias idênticas (tão pródigas para aquelas bandas)...o golo nem faria falta, pois vencemos por dois de diferença.

Tal como eles menosprezam que a história do jogo pode ficar adulterada, eu irei fazer precisamente o mesmo.
Diria até que se escreveu direito por linhas tortas, pois o Sporting, por essa altura, já merecia estar a vencer de forma folgada.
No entanto, apesar de algumas oportunidades desperdiçadas, e de uma superioridade incontestável, a verdade é que o jogo não foi entusiasmante.
A equipa leonina procurou o golo, tal como lhe competia, e o Olhanense tentava retardá-lo, o que conseguiu durante mais de 50 minutos.
Foi preciso uma desatenção do fiscal-de-linha...da defesa algarvia e do guarda-redes Ricardo, para "El Avioncito" mostrar porque é, de momento, a grande actracção do campeonato.
Não quero entrar em comparações, até porque ainda vamos no início do campeonato mas, para bem do Sporting e dos seus adeptos, o avançado colombiano faz esquecer, por completo, o atacante que joga agora no Norwich.
Pouco depois surgiria o segundo golo, da autoria do pequeno André Martins, e que quase carimbou os 3 pontos.
Digo quase porque sabemos da imprevisibilidade de um jogo de futebol e, principalmente, porque os catedráticos deste desporto dizem que o 2-0 é o resultado mais perigoso que existe.
Eu, que tenho em consideração o que os experts dizem, levo esse lema à risca e estou sempre à espera que o adversário marque 3 ou 4 golos, num abrir e fechar de olhos.
Desta vez safámo-nos mas, da próxima vez, espero que se fiquem pelo 1-0 pois, por certo, será bem mais seguro.


Após o 2-0 o jogo arrefeceu bastante, em parte pela postura menos arisca do Sporting mas, creio eu, também pelas substituições operadas.

A saída de Capel, quando estava em crer que seria Wilson Eduardo o contemplado, foi uma surpresa mas teve, a meu ver, alguma influência na perda do controle da posse de bola.
Carrillo entrou mal no jogo e a bola passou a perder-se com muita facilidade, o que veio a reflectir-se no sentido do jogo.
Se o jogo já só carrilava pelo corredor esquerdo, pela incapacidade do jovem jogador português em definir os lances, passámos a estar coxos nas duas alas.
No entanto, o Olhanense também não nos colocou em grandes apuros pois William (e depois também Rinaudo) foram chegando para as encomendas, à excepção de um lance em que esteve perto o golo adversário.


O destaque vai também, inteirinho, para a enorme onda verde que se fez sentir no Estádio Algarve, e no apoio incansável à equipa.


Por fim, em relação à arbitragem, e porque me referi a ela antes do jogo, devo dizer que falhou rotundamente no primeiro golo leonino, bem como nalguma complacência com a virilidade adversária.

No primeiro caso a responsabilidade era, obviamente, do árbitro auxiliar, em todas as outras foi do homem do apito.
Uma vez mais, à imagem do dérbi com o Benfica, ficou uma clara expulsão por sancionar, numa pisadela intencional e perigosa a Capel.
Ainda assim, devo dizer que terá sido das arbitragens menos tendenciosas de Olegário, em jogos do Sporting.
Esta não deixa de ser, também, uma excelente notícia.

Para finalizar, delicioso também o final da transmissão televisiva, com um jovem adepto a ser contemplado, em pleno relvado, com a camisola de Maurício.
O pequeno demonstrou a sua satisfação, vestindo a camisola transpirada do seu ídolo e beijando o emblema, com emoção e orgulho.
É tocante ver um pequeno adepto, que nunca terá visto o Sporting campeão (de futebol) demonstrar assim o seu sportinguismo.