segunda-feira, 16 de julho de 2012

Incertezas


O Sporting chegou a Cartaya (sul de Espanha), ao princípio da tarde, onde terá início a segunda semana de trabalhos da equipa, com vista à época que se avizinha.
Causou estranheza e foi relevado por toda a imprensa, as ausências de Renato Neto e Santiago Arias, com clara incidência para o defesa colombiano.
Desde a saída de João Pereira que se tornou líquido, para todos,  que a luta pela titularidade na lateral direita será entre Cédric e Arias, mas esta ausência nesta fase do estágio irá levantar algumas questões e muita especulação.
Claro está que Cédric não ficará órfão nem descansado pela  ausência de concorrência, pois Pereirinha provou que, a ter lugar no plantel leonino, será hoje e sempre para discutir aquela posição.
De qualquer modo, antes de tecer mais considerações relativamente a este caso, esperarei para saber se se tratou de uma qualquer questão física ou se, simplesmente, foi uma opção de Sá Pinto.
Quanto a Renato Neto, nada de anormal a não inclusão do brasileiro neste périplo andaluz, bem como a possível ausência no plantel desta época.
É que se o regresso do jovem médio foi uma solução barata e de recurso para o debilitado meio campo, desde a lesão de Fito Rinaudo, os mais recentes investimentos inviabilizam a manutenção do elo mais fraco nesse sobrelotado sector.
Tanto num como noutro caso parece-me que a equipa B poderá ser uma boa alternativa para promover a evolução de ambos, pois convém recordar que, enquanto Cédric teve oportunidade de competir durante toda a época, o defesa colombiano (bem como Neto) estiveram na sombra à espera de oportunidades que, raras vezes, apareceram.
Com a normal interligação entre as equipas A e B, poderá ser normal que por lá evoluam...em todos os sentidos, por forma a poderem apresentar-se em melhores condições quando/se tiverem de ser chamados à equipa principal.
Claro está que muitos questionarão se Cédric (e Pereirinha) serão matéria prima suficiente e com a qualidade necessária para a longa época mas, isso já se punha antes, quando pensávamos que Cédric e Arias chegavam e sobravam para as encomendas.
O tempo o dirá.
No entanto, não deixa de causar estranheza o facto, já aqui abordado numa crónica, que passado o ano zero desta direcção, o arranque do plantel seja uma vez mais feito a várias velocidades (mesmo compreendendo o facto dos internacionais terem mais uns dias de férias) e que as indefinições se perpetuem no tempo.