segunda-feira, 23 de julho de 2012

Urge valorizar...a equipa


Depois da tempestade, dizem, vem a bonança. 
Ontem, já grande parte dos sportinguistas tinha a arma carregada para disparar em todos os sentidos, caso a coisa tivesse dado para o torto.
Parece que não foi necessário usá-la, mesmo que ainda se tenha ouvido o rebentar de uns fulminantes.
Apesar dos sportinguistas estarem relativamente habituados a lidar com a derrota, o facto é que felizmente não aprendem a conviver com ela e, após qualquer jogo menos conseguido, gera-se um clima de pré-guerra civil.
O jogo contra o Charlton foi, efectivamente, um péssimo cartaz para a equipa e até para o clube, pois não há pré-época, cansaço, relva ou falta de entrosamento que justifiquem... não a derrota, mas um jogo tão mauzinho na sua globalidade.
O jogo contra o Sheffield Wednesday, passados poucos dias, trouxe uma vitória incontestável mas sem deslumbrar, graças também às limitações do adversário, mas uma melhoria generalizada em todos os parâmetros do jogo perante outra equipa inglesa do segundo escalão. No entanto, no capítulo ofensivo, a produção de jogadas de perigo foi mais uma vez quase inexistente, mas valeu a alta eficácia de concretização, pois aproveitámos duas das pouquíssimas ocasiões de golo para tirar uma carga acrescida aos jogadores, equipa técnica e, porque não, aos seus adeptos.
Apesar destes jogos serem, de um modo unânime, considerados de pouca importância, mesmo que os clubes grandes tenham sobre si os olhos dos adeptos, rivais e comunicação social, o facto é que a responsabilidade é sempre grande e o próprio Sá Pinto veio dizer que “Este é um resultado importante para nós, porque jogamos sempre para ganhar".
Esta declaração tem a conotação normal, num clube (que se quer) vencedor, mas denota que o jogo contra o Charlton podia deixar mossa, pois também não me parece muito normal vir dar-se esta relevância a um jogo de pré-época, com um adversário de segunda apanha.
O certo é que, mais golo menos golo, contra quem quer que seja, a vitória voltou a acontecer e, principalmente, a exibição deixou os adeptos mais descansados porque, agora sim, podem alegar que mesmo com as cargas físicas e todos os outros entraves, a lógica prevaleceu dada a qualidade intrínseca dos seus intervenientes.
Salta também à evidência que Sá Pinto tem, de facto, uma grande variedade de opções para todas as posições...menos uma.
Urge o ponta-de-lança e, de preferência, um que seja mesmo alternativa a Wolfswinkel. É óbvio que temos que lhe reconhecer os méritos mas...não me preocupo só com a sua evolução nem com os minutos de jogo que possa usufruir. Penso sim que precisa urgentemente de alguém com quem possa competir, que lhe roube o lugar, que o substitua quando a sua forma não é a melhor, quando eventualmente se possa lesionar ou ter um castigo, quando esteja com o período ou desanimado.
Mais do que o bem-estar de Ricky e da sua valorização, quero que o Sporting esteja cada dia mais forte.
Por isso, para bem do Sporting, avançado precisa-se!!!