domingo, 11 de dezembro de 2011

Dia dos Núcleos


Decorreu ontem, da melhor maneira possível, uma emotiva jornada leonina para a generalidade dos sportinguistas, à qual o Núcleo da Carapinheira se pôde associar de corpo e alma.
Ser-se sportinguista longe do coração do clube tem naturais desvantagens, e para se poder acompanhar in loco o Sporting, pontualmente, traduz-se em encargos extra e em deslocações por vezes longas e cansativas.
Ontem era dia de jogo dos Núcleos, mas o entusiasmo que envolve a equipa de futebol foi aproveitado para darmos a conhecer a associados e amigos do nosso Núcleo a Academia de Alcochete e, também para alguns, fazer a estreia em Alvalade.
Esta longa jornada, que se prolongou desde perto das 9 da manhã de dia 10 até perto das 3 da manhã de dia 11, ainda assim terá sido mais curta que muitas das comitivas com quem nos cruzámos. 
Vila Real de Santo António e Tavira, Guarda, Covilhã, Pereira, Figueira da Foz, Penacova ou Vila Nova de Anços foram alguns dos muitos Núcleos com que nos cruzámos e privámos, a juntar a tantos outros que ajudaram a dar cor e brilho à festa de Alvalade, ontem ao cair da noite. Outros preferiram ir a Madrid ver uma Real humilhação, mas isso são questões de prioridades.
A meteorologia ameaçou durante parte do dia querer ensombrar alguns dos planos, mas S.Pedro deve ter uma costela de leão e afastou as nuvens negras que queriam estragar a festa.
A nossa chegada à Academia estava prevista para as 12 horas, mas alguns imprevistos atrasaram em meia hora o previsto, mas ainda assim pudemos, juntamente com o Núcleo da Guarda, fazer uma visita guiada ao centro nevrálgico da nossa formação, e quartel general da nossa equipa principal.

Início da visita guiada

Ala profissional

 Zona dos quartos (formação)

Ginásio (formação)

Ginásio (formação)

 Momentos da visita

O leão sempre presente

Pudemos constatar as excelentes condições que os nossos atletas têm à disposição, para potenciar da melhor maneira as suas qualidades inatas.
A nossa agenda contemplava o jogo de Juniores entre o Sporting e o grande rival Benfica, pelo que os atrasos verificados podiam perigar a nossa presença no jogo. Como por altura do nosso repasto ainda chovia copiosamente, devo realçar a excelente atitude dos responsáveis pela Academia presentes, que nos cederam o campo coberto nº 7, de relva sintética, para aí  podermos fazer um piquenique a coberto da intempérie. Por perto estavam os amigos de Vila Nova de Anços, que também usufruíram da benesse, e ainda foram contemplados com uma breve visita de Manuel Fernandes e Vidigal. 
O jogo de Juniores foi a segunda dose de leão e constatar, se dúvidas houvesse que o derbi vive-se...e entranha-se desde os escalões de formação.
Perante uma casa muito bem composta, podia-se notar a ausência de adeptos benfiquistas. Estava  só autorizada a entrada a familiares de jogadores encarnados, ora por força dos recentes acontecimentos ou, mais provavelmente, ainda relacionados com os incidentes na Academia da época 2008/2009. O agente da autoridade que contactei não me soube explicar, simplesmente confirmar a ausência forçada de adeptos rivais.
O jogo começou muito dividido e, praticamente sem oportunidades de um ou outro lado, surge o golo do Benfica, por Hélder Costa, num remate seco sem hipóteses de defesa de R. Veloso, mas num lance precedido de irregularidade, pois o avançado rival controlou a bola com os braços antes de finalizar,  de nada valendo os protestos de jogadores e adeptos leoninos.
Este golo pareceu acabar com a ambição benfiquista. Passados uns minutos começaram a cair no relvado, com supostas lesões, a um ritmo metódico e cadenciado. Foi exasperante apercebermo-nos  que já na formação...o fair-play é uma treta. Se na baliza não estava Artur para seguir as indicações de Jesus, cada camisola encarnada foi por terra, várias vezes, perante a complacência do árbitro.
O jogo chegou ao intervalo com um Sporting abalado pelo golo e a praticar um futebol de baixa qualidade, talvez influenciado pelo ritmo constantemente quebrado.
A segunda parte foi diferente, e as substituições de Sá Pinto fizeram-se notar desde o 1º minuto. Gael Etock entrou para o lugar de Vilaça e Chaby para o lugar de Ilori, tendo recuado o trinco Agostinho Cá (para mim o melhor em campo) para central.
Chaby pegou no jogo, Etock conferiu poder de choque no ataque e as oportunidades sucederam-se graças à dinâmica empreendida. Seria mesmo o avançado camaronês a fazer o golo do empate, num remate rasteiro, para alegria das centenas de adeptos presentes.
Os últimos minutos foram de muita tensão, inclusivamente com um sururu colectivo perante uma entrada violenta sobre Chaby, mas no último dos 5 minutos de compensação o mesmo Etock daria o merecido golo da vitória, a culminar uma segunda parte vistosa.
Bruno Varela, guardião encarnado, foi por terra por largo período, desta vez pela impotência por não terem logrado o pontinho que tinham ido tentar buscar à Academia.

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No regresso ao campo nº7, finalizado o jogo, cruzei-me com a equipa leonina e devo realçar a simplicidade e generosidade da maioria dos elementos do plantel, pois vieram agradecer-me(nos) pelo apoio prestado durante o jogo. Betinho, Etock, Veloso, etc, etc, tiveram um gesto que só os engrandece.
O dia tinha começado da melhor maneira a nível desportivo, e todos esperávamos igual cenário para o jogo de Alvalade. Entretanto fomos sabendo as novidades do Futsal, e o 1-1 foi o menos mau, dentre os  cenários possíveis.
À chegada a Alvalade já se perspectivava um ambiente digno de um grande jogo, e realmente confirmou-se o cenário, mesmo que provavelmente muitos dos portadores de Game Box tenham optado por ficar em casa. Só assim se justifica que dos 45 mil bilhetes vendidos anunciados na véspera pelo site do Sporting, se tenham transformado em perto de 41 mil, à hora do jogo. Dá Deus nozes a quem não tem dentes.
Contudo, quem disse presente eram dos bons, pois a festa prolongou-se desde a antecâmara do jogo até ao final do mesmo.
Uma adepta mediática

Quanto ao embate, dado que ficámos colocados atrás de uma das balizas, não foi fácil ter uma perspectiva tão ampla que permitisse analisar determinados contextos do jogo.
Apesar disso... atrás da baliza, ao lado, por trás de um painel de publicidade ou às cavalitas de um adepto, a opinião sobre a fraca qualidade de jogo proporcionado pelo Sporting deve ser unânime.
Parece-me que começa a ser visível, na qualidade do futebol praticado, a falta de opções do meio campo para a frente, e esta segunda linha do plantel está a fazer os possíveis para manter o Sporting na senda dos triunfos. Felizmente que, mesmo jogando q.b., vai sendo possível ganhar, algo que seria impensável há uns anos atrás.
André Martins voltou a deixar em campo um perfume de bom futebol, embora algo intermitente, Elias continua a ser o motor e pêndulo da equipa, e as arrancadas de Capel tiram os adeptos dos seus assentos.
Enquanto isto, Patrício foi abono de família e Onyew o testa de ferro, que permitiram um triunfo tão sofrido quanto saudado...e suado.

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Apesar das inúmeras jogadas à linha que construímos, o último...ou penúltimo passe foram quase sempre mal decididos, à imagem dos últimos jogos. Que o diga Wolfswinkel, que para lá de um remate de cabeça defendido por Valverde e um golo anulado, a passe de Capel, passou o tempo em movimentações estéreis. Não vou referir jogadores pela negativa, porque a jornada foi de festa, e eles também acabaram por contribuir por um regresso a casa feliz e verde de esperança.
No caminho ficámos a saber que o Ténis de mesa tinha vencido por 0-4 no campo do Novelense, e que o Hóquei em Patins trouxe uma difícil mas saborosa vitória por 3-4 no terreno do candidato Alenquer e Benfica.
Por tudo isto foi uma jornada inesquecível, e que esperamos que se possa repetir, semana após semana, mesmo sem a nossa presença.