quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Nomes e números


Mesmo que Godinho Lopes teime em anunciar que não haverá dinheiro para contratações, as publicações diárias não irão desistir na sua intenção em contratar para o Sporting, mas com o ajustamento no discurso dos desejados reforços virem por empréstimo ou qualquer outro formato que dispense investimento.
Por isso é natural que os mais recentes nomes (Ninis, Xandão, Ederson, Bruno Alves, Gelson Fernandes, etc.) estejam em final de contrato, descontentes, em saldo ou em promoção (tipo leve 2 pague 1).
Já o esperado regresso de Renato Neto veio confirmar as palavras do presidente, quando afirma e reafirma que o necessário reforço para a reabertura do mercado dará primazia ao resgate das mais-valias que temos emprestadas.
Por seu turno, Renato Neto também ele decidiu resgatar, neste caso um número que nos é muito querido. Curioso é que o centro-campista que estava emprestado ao Cercle Brugge tinha como primeira opção o 23, que tinha vestido Hélder Postiga nas últimas épocas.
O número que Liedson envergou traz à memória muitos e bonitos golos, e fazia os adversários num 31. Postiga também fazia um 31, mas da paciência dos adeptos, com os seus remates aos ferros e falhas gritantes. No entanto, ambos tinham um predicado que todos desejamos seja herdado pelo jovem jogador brasileiro, que é a entrega que estes dois avançados colocavam em campo, quer na recuperação da posse de bola ou na maioria dos lances que protagonizavam.
A Renato Neto ninguém exigirá golos, mas que honre a camisola que enverga, qualquer que seja o seu número. O número nas costas só servirá para ser perpetuado se se vier a distinguir e ficar no coração dos adeptos. 
Outros números ficaram marcados pela negativa, como o azarado 7 ou o desertor 28, mas estes a história acabará por relegá-los para um patamar inferior.