sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

À segunda é de vez


Depois de alguns jogos menos conseguidos, era com alguma ansiedade, expectativa e preocupação que encarava esta eliminatória perante uma das revelações da temporada. Mau grado os últimos resultados da equipa insular, o certo é nos recentes confrontos com Benfica e Porto tinha vendido muita cara a derrota.
O começo do encontro veio confirmar os anseios, pois o nosso fio de jogo tinha traços do futebol desgarrado com que nos têm "presenteado" nos últimos tempos, enquanto as investidas do Marítimo punham equipa e adeptos em sobressalto. Baba e Sami fizeram-nos recordar um jogo de má memória, mas Patrício esteve imperial e soube manter-nos vivos na eliminatória.
Aos poucos fomo-nos libertando das amarras e o nervosismo inicial talvez se justificasse pela importância que esta competição pode ter para o futuro do clube e deste plantel para a presente época.
Mesmo com uma primeira parte pouco conseguida, Wolfswinkel e André Martins quase foram bem sucedidos na tarefa de colorir o marcador, mas a eficácia parecia querer virar-nos costas, de novo. Pouco depois seria Onyewu, num cabeceamento, a falhar o alvo quando apareceu solto na área, mas justificou porque é melhor central que avançado.
Na saída para o intervalo um episódio rocambolesco envolveu o staff sportinguista, com o árbitro Soares Dias a exigir a identificação, por parte da PSP, de P.Pereira Cristóvão e outro elemento leonino, após curta troca de palavras com o trio de arbitragem. Mais uma vez a demonstração de ingenuidade por parte das nossas cores, porque está demonstrado que certas atitudes deverão estar guardadas para os loooooongos túneis que levam árbitros e jogadores do relvado até aos balneários. Não quero com isto dizer que concordo com a atitude, mas...de boas intenções está o inferno cheio.
A segunda parte traria outro Sporting ao (mau) relvado de Alvalade, quase parecendo um parente rico do que andou perdido na primeira metade.
O golo de Carrillo, logo aos três minutos do reatamento, foi o clique que o Sporting necessitava para relembrar exibições de encantar, mas também foi o prémio pela ousadia. A entrada de cabeça do peruano foi o espelho da entrada do Sporting, dominador, confiante e decidido.
Seguiram-se minutos de bom futebol, só a espaços entre-cortados por tímidas  investidas madeirenses, mas o segundo golo do Sporting sentia-se chegar.
Um primeiro penalti assinalado pelo árbitro portuense foi desperdiçado por Wolfswinkel, demonstrando que o momento que atravessa não é o ideal, mas os defesas maritimistas pareciam querer a redenção do holandês. Esta surgiu pouco depois, em novo e incontestado penalti...colocando a bola para o mesmo lado do primeiro, mas desta vez com os gritos de felicidade e alívio dos adeptos sportinguistas, em fundo.
O 2º golo foi quase o carimbo para as meias-finais, até porque por essa altura já jogava contra dez, por força da expulsão do central Igor. Apesar das críticas do treinador Pedro Martins aos lances ajuízados por Soares Dias (não secundadas por João Guilherme, defesa maritimista) devo confessar que, a jogar com esta intensidade, será difícil o Marítimo acabar alguns jogos com os 11 jogadores. Aplica-se a esta equipa a máxima tantas produzida :"abaixo do pescoço é tudo canela"!!
O jogo entretanto caminhou para o seu final, mas para todos poderia ter-se prolongado por mais uns minutos, pois o futebol de contra-ataque promoveu repetidas ocasiões de golo e um espectáculo muito agradável. Insúa arredondou e conferiu um desnível merecido, essencialmente pelo produzido na segunda parte, mais uma vez provando a sua vertente atacante.

Agora resta esperar pelo regresso de férias e pelos ansiados reforços, sejam eles Jeffren, Izma e Matias ou outro que possa acrescentar qualidade à equipa. 
As oscilações recentes de Capel denotam cansaço e os inevitáveis micro-ciclos, assim como a juventude e imaturidade de Carrillo são por certo insuficientes para aguentar o que resta de época e tem que ser poupado a determinadas críticas, pelo que urgem os regressos.
Rinaudo ainda tarda, pelo que é essencial o reforço deste sector...e o que o Pai Natal trouxer a mais!!