segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Insuficiente...no exame de Coimbra


Quando Wolsfwinkel falha um penalti em andamento, ainda nem estavam decorridos 3 minutos de jogo, a sorte do jogo deu logo indícios que não quereria nada connosco, neste dia. 
Há jogos onde se diz que "podíamos estar todo o dia a jogar e não marcávamos um golo"!! Acontece que marcámos esse golo, e muitos ficámos a dever à contabilidade final, pelo que poderemos ter inventado um novo ditado futebolístico."Podíamos estar todo o dia a jogar e não marcávamos o segundo"!!.
Estes são daqueles jogos em que não fizemos um grande jogo, à imagem do que vêm sendo as últimas exibições, mas com oportunidades suficientes não só para vencer, como para nem sequer passar por dificuldades. Não vou, ao invés de muitos sportinguistas, criticar abertamente exibições ou opções. Para isso está a comunicação social, sempre pronta para abater o Sporting, e para isso estão os nossos adversários, sedentos pela nossa queda.
Acontece que, em épocas recentes, para lá de não vencermos regularmente, o fio de jogo era deprimente, e ficávamos com a sensação que qualquer equipa nos poderia vencer. Hoje, como noutros jogos, fiquei com a sensação que só nós poderíamos vencer.
Mesmo com a referida falha escandalosa de Ricky, e apesar da primeira parte menos conseguida, é frustrante defrontar equipas que pouco fazem para vencer um jogo, mas que na primeira vez que se aproximam da nossa área mostram como se faz uma canoa com 3 pauzinhos.
Foi com 3 passes que puseram a bola na baliza de Patrício, e foram os nossos passes e as más decisões que não permitiram uma primeira parte mais conseguida.
A segunda foi diferente, com as alterações introduzidas por Domingos. Um aparte para dizer que compreendo a opção de deixar Carrillo no banco, ao contrário do que a generalidade de entendidos acredita ser o melhor para a equipa. O avançado peruano já demonstrou que ainda não é jogador para 90 minutos, e a opção por Pereirinha é a possível, dada a carência de jogadores para aquela posição. Se alguma das claras oportunidades de Wolfswinkel, a de Insúa...ou a de Onyewu, de baliza aberta, tivesse entrado, todas as opções de Domingos teriam sido as mais acertadas. O treinador leonino não pode ser responsabilizado por bolas que não querem entrar por manifesta infelicidade, por caprichos do jogo, ou por noite azarada deste ou daquele.
Só a meio da segunda parte fomos verdadeiramente dominadores, e as investidas à baliza academista foram constantes, mas o destino foi sempre o mesmo, se exceptuarmos o lance iniciado por Carrillo e finalizado por Elias.
Mesmo com 10, após expulsão de Elias, que nos enfraquece de um modo perigoso para o jogo da Taça de Portugal na próxima 5ª feira, a vontade na recuperação da bola foi de realçar, mas a sorte do jogo estava traçada, quase desde o lance inicial de Wolfswinkel. 
Ainda ficámos a reclamar (mais) uma grande penalidade, e mesmo que no programa da TVI o expert Pedro Henriques tenha dito que o lance foi bem ajuizado, continuo a considerar que o penalti seria a decisão mais correcta. Num lance em que um jogador academista alivia uma bola em pontapé de bicicleta, em que dividiu a bola com a cabeça de Schaars, o ex-árbitro também acha que terá sido correcto, como acharia bem se o árbitro tivesse assinalado livre indirecto dentro da área. Pois, o problema é que na arbitragem ou é ou não é, e isto do poderia ser...é só para alguns, enquanto para outros...É!!
Resta esperar que a equipa se redima num jogo crucial para a época, contra o Marítimo, de modo a  manter intactas as aspirações e a esperança junto dos adeptos.